keepers of labyrinth society

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Ⓐ Lei de Segurança Nacional nunca mais !!!!!!!!!! Ⓐ





Ⓐ Lei de Segurança Nacional nunca mais 

!!!!!!!!!! Ⓐ



Humberto Caporalli, de 24 anos, e Luana Bernardo Lopes, de 19 anos, detidos na noite de segunda-feira (7) em protestos na Praça da República, no Centro, vão responder inquérito por infringir a lei nº 7.170, conhecida como Lei de Segurança NacionalPromulgada em 1983 durante a ditadura militar, no governo do então presidente General João Figueiredo, a lei define como crime "depredar, provocar explosão ou incendiar para manifestar inconformismo político ou manter organizações subversivas".


A midia a serviço do Fascínora Estado 
Brasileiro não poupa expressões como vandalos,baderneiros e arruaceiros para 
desqualificar o justo direito de revolta
 contra um governo corrupto e mentiroso

terça-feira, 8 de outubro de 2013

(Setembro) Poema para a Pátria





Poema para a Pátria

Poema patriótico e patafisico sobre os protestos ocorridos no Brasil em 07/09/2013 (Bsb e SP) 
fragmentos de composição de Gd Andreu
http://dmtdemonictoys.bandcamp.com/album/panacea-universalis ) 
sobre audios da mídia comercial (Bsb) & da Midia Ninja(SP) + vozes de black blocs e embalsamadas cantoras de MPB perdidas no éter captadas e remixadas por Man Without Hits (M.W.H.) retratando a repressão ao povo pelo fascínora estado brasileiro
https://soundcloud.com/user8186903



Poema do Efeito Moral

"Poema sobre o gás lacrimogêneo,sobre as bombas de efeito imoral e sobre a esquizofrenia política vigente na Brasilandia ."

decomposição,fragmentos e teclados:
Green Demon Andreu

guitarra folk siberiana :
Kont Kaael

oneyrophone:
Katz

LegolandSampa Studios

special thx : Manu Chao (for the bongo-bong)

Sao Paulo,Brasil (inverno) 2013

quinta-feira, 23 de maio de 2013

FERNANDO PESSOA - TABACARIA




      TABACARIA

    Não sou nada.
    Nunca serei nada.
    Não posso querer ser nada.
    À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

    Janelas do meu quarto,
    Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
    (E se soubessem quem é, o que saberiam?),
    Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
    Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
    Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
    Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
    Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
    Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

    Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
    Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
    E não tivesse mais irmandade com as coisas
    Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
    A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
    De dentro da minha cabeça,
    E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

    Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
    Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
    À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
    E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

    Falhei em tudo.
    Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
    A aprendizagem que me deram,
    Desci dela pela janela das traseiras da casa.
    Fui até ao campo com grandes propósitos.
    Mas lá encontrei só ervas e árvores,
    E quando havia gente era igual à outra.
    Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

    Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
    Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
    E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
    Gênio? Neste momento
    Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
    E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
    Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
    Não, não creio em mim.
    Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
    Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
    Não, nem em mim...
    Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
    Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
    Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
    Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
    E quem sabe se realizáveis,
    Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
    O mundo é para quem nasce para o conquistar
    E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
    Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
    Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
    Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
    Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
    Ainda que não more nela;
    Serei sempre o que não nasceu para isso;
    Serei sempre só o que tinha qualidades;
    Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
    E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
    E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
    Crer em mim? Não, nem em nada.
    Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
    O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
    E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
    Escravos cardíacos das estrelas,
    Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
    Mas acordamos e ele é opaco,
    Levantamo-nos e ele é alheio,
    Saímos de casa e ele é a terra inteira,
    Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

    (Come chocolates, pequena;
    Come chocolates!
    Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
    Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
    Come, pequena suja, come!
    Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
    Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
    Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

    Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
    A caligrafia rápida destes versos,
    Pórtico partido para o Impossível.
    Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
    Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
    A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
    E fico em casa sem camisa.

    (Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
    Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
    Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
    Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
    Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
    Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
    Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
    Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
    Meu coração é um balde despejado.
    Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
    A mim mesmo e não encontro nada.
    Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
    Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
    Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
    Vejo os cães que também existem,
    E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
    E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

    Vivi, estudei, amei e até cri,
    E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
    Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
    E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
    (Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
    Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
    E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

    Fiz de mim o que não soube
    E o que podia fazer de mim não o fiz.
    O dominó que vesti era errado.
    Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
    Quando quis tirar a máscara,
    Estava pegada à cara.
    Quando a tirei e me vi ao espelho,
    Já tinha envelhecido.
    Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
    Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
    Como um cão tolerado pela gerência
    Por ser inofensivo
    E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

    Essência musical dos meus versos inúteis,
    Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
    E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
    Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
    Como um tapete em que um bêbado tropeça
    Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

    Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
    Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
    E com o desconforto da alma mal-entendendo.
    Ele morrerá e eu morrerei.
    Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
    A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
    Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
    E a língua em que foram escritos os versos.
    Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
    Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
    Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

    Sempre uma coisa defronte da outra,
    Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
    Sempre o impossível tão estúpido como o real,
    Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
    Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

    Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
    E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
    Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
    E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

    Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
    E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
    Sigo o fumo como uma rota própria,
    E gozo, num momento sensitivo e competente,
    A libertação de todas as especulações
    E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

    Depois deito-me para trás na cadeira
    E continuo fumando.
    Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

    (Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
    Talvez fosse feliz.)
    Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
    O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
    Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
    (O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
    Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
    Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
    Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.


    Álvaro de Campos, 15-1-1928

    FERNANDOPESSOA


segunda-feira, 8 de abril de 2013

....Inferus Purpureum ...




Radio N.o.i.s.e. 13-8

╔̘̞̙͌̂̏̾͠═̗͛ͣ͌̇ͭ͝══̜̞̺̠̯͢╗̻͔̟̜͕͖ͨͫ̕ ͈̭̠̤̬̥♪̭̜ͦ̈́
͎̋͗ͪ║͔̯̹͙̖̜̑ͭͪ͗ͅ██͋͏͚̫͚█̸͕̻̯̯̻͓̑ͯͤͥͤ║͖͉̤͖̖̙̙̑ ̛͎͙͕̥̖͍̲̓̑͐♫̻̯͉ͨ̍̔́ͪ͋
̜̮͌║̝̐͌ͫͣ͌ͩ͞ ̸̗̤̪͚̤̲̝̋̂(̧͉̫̮̈●̡̜̭̩̺̘̤̙̍̌͊ͮ̂ͥ)͍̝͈̯͌͘
 ̳̹̖̿͐̔͘♫̝̯͉͖̥̞͇̓
̥̝͉̒ͫͥ̌̄̎̑╚̷͐═͇ͫ́͒═̞̘͚͔͍ͦ͑̔═̛̤̖͈͕̗̗ͭͫ̏╝͈͓͇̗̌̊̄ͅ♪̂ͥ̀̆♪̫̙̜̑̃

1-intro ( Man Without Hit$ in Crackland )
2-First Strike-Green Demon \ Fabio Six (test track)
3-Inferus Purpureum-K.O.L.S. Keepers Of Labyrinth Society
4-Hyenas (Robotoid Sansara) Larva (K.O.L.S. remix)
5-Second Strike-Man Without Hits (test track)
6-Egophoria 3 -K.O.L.S.
7-Boitata (Man Without Hits \ Auarere Icha e Sandrao RZO )

Keepers Of Labyrinth Society = G.d.Andreu
http://www.spreaker.com/user/greendemon
http://www.reverbnation.com/demonictoys
╔═══╗ ♪
║███║ ♫
║ (●) ♫
╚═══╝♪♪
R͖͕a͙̫͔̗̼̣͓d̩̯̫̺̺̩̳i̩̥͍͈͓o̩ N̗̘͍͚̲̝͍o̻̞͓͖i͍͚̙̟͍͚s̮̫̖͈̯̪e̲ ͍̙͖͖̬͉͇capitulo1̼͍̝͎̱̝̬3̰-̠̗̹versiculo8͓͕̞͍͕̰̲


͙̪̘͎Keepers Of Labyrinth Society

̻╔͖̗͇̲͎̬̞══̻̫͇̝̪̲═͓͎̪╗̭͔̯̗ ♪
̼̲̜║̝͕̼̻█̺̰█͙̦̮͕̻̳̜█͚̬║̼̞ ̹̟͔♫
̳̬̜̜̗̯ͅ║̰̩̱̤̥̰ͅ ̭̣̠̬̥͚(̙̱̞͍●̙͈͔)̺͎͕̱̯͔̳ ̺̮♫̪͖̱͉̣͚
͎ͅ╚̝ͅ═͓̝͎̪̭═̱ͅ═╝̩͕͉͎̠̮̦♪̩̺̺♪̯̩̝͔̖̳̫

̖̫̗1̥̹͙̱̳ͅ-̟͚͖in̞͙t͎r̭̻͍̺͚̘̦o̯̫͎͍͉ ̠̟̬̝M͉̟͍̮̘a͉͓̲n̠̳̲̠̥̹̩ ̯͔W̝͖͕̥ị͚th̙o̮͖̱̯̺̩u̺t̘͉̬ ̪̮̪̤̠h̯̭͖͍̣͇̰it̙̙͔͖̼̫ͅ$ ̝i̖̣͇̫͔n̼̤̳ ̥̳̖̹̳c̝͕̲̱r̩͚a͉̖͕̦c̦̘͔͔kla̺nd̼̣̯̹̙͕
̬͍͔2̝-̩̫F̲̞̘i̫̟̯̠̝r̬s̟̼̯̗t͙̠̻ S̗t̺r̫͖̭̠i̩k͍̩̺̠̞e̫̣̤͎-̼̦̝͇̲͙͕G̙ͅr̰̳̞͈̭̹e̻̥̙̳ͅe̯̠͕̬n̞̗̪̗͙ ̤͚̩̝ͅD̯̫͇̰e̗͚̞͎m̭on͙̭̰̣̹͕ ̙̯͔̹͉\͍̭͈̲ ̪̲Fa̹̠͈b̫̖̣i̟̯̣̗ͅo̼ ͙͈̙̪̺Si̲̭x̤̝͓̖ ̙͈̙̤͉̺̦ ̼̝̘̼̤(͍̻̦̲͔̻̭t̳ḙ͈̹͚̯s͉̤̰̟̜̖̮t t̹͚r̤̗a̰͖̻̹cḳ͉͙̲)
̮̮̬̣̻̫̼3̜͙̖̮-̠͕̠̮͉̮̺╔══
═╗ ♪███║ ♫║ (●) ♫╚═══╝♪♪Inf̭̠e̗̪̗̼̠͎̲r̜̟͈̣͉u͕̗̜͓̮s͖ ͇̱̠̪P̭ur̻͖̰͚̳̗͎p̼̯͙̝̰u͉r̙͎̟e̥͉̹u͔͉̖͚m̮̩̣͍-͍K͚̖̦̲̖̠.O̩͎̹̹͎̮͓.͎̣̲̥L̩͔̮̟̞̠.̦̗̣̻̻̻S̤̺.̫̯̗̮
͉̠̜̰̺̯4̥̪̞̗̲̠̫-̰̪͍̙̬̲̰H̘̰̺ͅy̞̼̥̩̘e̘͚̻͕̩n͖̺̖̹as̹͔̗͍̦̰ ͓̙̭̤̖̱ͅ(̮̼̦̱̳̳R̥̞o̰b̞ot̜o͕̞̟͇̥̮ͅi̥͖̪̙ͅd̤̥̹͍͕͖ ̬̥S̫̰̩̥͓a̗̻͖͖͈̻n̖͖̪̳̞̮͕s̙̱a̙̩r̘͚a͚̮̙͚̬̪̤)͕͍̦ ̲̤̻̱̟̯̱La̯̘̜̞͇r̳̟v̞͖̙͙a̱͙ ̬̬̝̭͙ͅͅ(̪Ḳ̲̬̮̱.̥̫O̖.̠̟͇͎͎ͅL̲̘̪̳̤.S̺͙͈̘̪.̳̣̼̞̫ͅ ͇re͓͇̼m̟̺̙̭i̼͙̫̰̻͕x̭͈̖)̪

̖5̫-S̬̙̰̥̲̝ec͚o̭̰nd ̖S̙̝̫ṭ͖ṟik̘̞͖̻e̬̺-̖̳͇̺̦̮Ma̟̬̣n̻ ̮̺̦͕̹̠W̟̟̫̬̥͚̳i̮̻̞̺ṱ͉̻̖̠̟h͚o͔̦uṯ̩͕̱̟̮̞ ̭̯̲͔̪H̦̮̰̜̖i̭̰͖̥̰̯̤t͓̩̞̞͎̘$ ̳̙̼(͈̙t̰̘͙͍e̜͇̟͓͓̞̟s͇t͔ͅ ̙̟͔ͅt̝̜̫r̝͖͎̬̘̮a̺̬͓̖c̯̻͙͓̣̟k͓̪̬)͙
͉̬̟̥6̦̟̲-̞͙̜͖̘̱̳E̘̹͕̺̳͉͚go͚̩p͖̜̘̜̞͎̼h̬̺o̦̤͍͔r̪͔̣̪̥̞̘i̲̠̤̖a̫͓͈̻̪̫̼ 3̥͕̝͉̖͉ͅ ̥̠̖̖̝̹-̞̜̖͈͈K͍̫̜ͅ.͎̩͚̭̭O͉͖͈̺͈.̦L̹̯̜͍̜͍.̝̖͚S̗̬͍̗̰.̰̩̳╔═══╗ ♪
║███║ ♫
║ (●) ♫╚═══╝♪♪̣̮͚͔̱̗7͈̝̥̥̘̤-̬B͖͓̠̭o̩͙͓̯̘̲̟i̥̥͍̙̤̱ta̞̗̘̬̪t̻̲̼͙̠a̟̘̼̲̫̹ ̪̳̹͓(̯M̯͖̲̳̺ạ̻͉͙̩ͅn̩̫̥̦͈̬ ̳͕̥̠̱̺W̲̯͍̥͙i̫͎̙͇̭͙ț̼h̻̭̙͔̼ͅo̱̳̟͔̭ͅu̘͙̪̦̥t͈̯ ̥̗̮H͕͈̥̮͖̫i̳̟̟̼̫̳t̝͚̞̞̻̥̮s ̰̺̣͚͈͈̝\̬̤̟̞̦ ̪̦̭A̱̫͚ͅu̻a̱̯̳r̮͙e̝re͍̰ ̳̰̫I̙̹̬c͉̦͎h̝͔͖̫a̩̰̙̦̙̰ ̙̤͓̮͕͙e ̠̼̣̻̙̭̪S̥̩͚̝̱̲ͅa̠̜͎͈̜͕n̠͙͚͚̥d̘̟̮̯̬͈̖r͈͕̜̟̩̦a̫̱o͇ ̘͈R̘͉͖̭Z͕O̹̱͇͓ ͙̙̲͔̬̙)͔̬̱͉̯̤

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terça-feira, 2 de abril de 2013

Malditos nóias ! - Simbolos ( 2 )





Malditos noias...
I
Ao longe alem da vidraça,apesar da distancia e do 
isolamento acústico,ela sente o caos da cidade sob a sua 
pele como uma vibração muito suave e um desejo de sair 
correndo.
O turbilhão de ruídos e acontecimentos simultâneos 
rugindo como um mar negro e 
furioso,gritos,choro,ambulâncias,risos e a sinfônia de mil 
maquinas que conversam entre si .
Mesmo a voz da psiquiatra parece um zunido ténue e 
incompreensível tentando se fazer perceber a ouvidos cheios 
de àgua.
_O que poderia estar fazendo agora... lendo um livro sob a 
sombra de uma árvore ,ou talvez tendo uma boa uma hora 
de sexo ...
O raciocínio foge,a lembrança dos malditos noias 
gargalhando,gozando do sofrimento da sua pobre gata.
 Lembrando se das cenas do martírio  tudo se encobre de 
uma nuvem sangrenta de rancor.
  Como concentrar se na voz daquela mulher que fala 
diante dela? Como entender o que fala a psiquiatra?
  _O que aconteceu a sua gata ?
  _Ficou trancada,ah,quer dizer,fechada do lado de fora
da sacada,digo,no meu apartamento e... ah,com a
tempestade de ontem ela ...quer dizer,ela caiu do 23º andar
 _Pobre animal!
_Acho que as pessoas que estavam em casa não ouviram ... 
e ...
 A expressão facial da psiquiatra se modifica enquanto 
ouve sobre a gata,transformando se numa fração de 
segundo em um esgar horrível seguido de um gemido de 
alívio. O ruído insistente da cadeira na qual ela estava 
sentada a estava incomodando... não a história da gata.
Voltando quase instantaneamente ao normal,ela troca de 
cadeira e tenta emendar no discurso.
 Ela não aguenta e gargalha na cara da mulher.
  Encerrou a sessão.
 Ela sai do edifício labiríntico sem perder se pelos 
corredores hexagonais da enorme colméia de clínicas e 
laboratórios da Avenida Angelica .
  Para no Supermercado Santa Fé,compra tudo que será 
preciso para a dedetização caseira.
  No caminho,lembrando da gatinha_enquanto
chacoalha num bus_ ela investiga,julga e condena cada um
dos malditos nóias. Ponto final:Estação Fúria .

II
 Quando chega ao apartamento,os morféticos viciados 
acabam de acordar com o pôr do sol.
  A cada momento miados de agonia ferem algo no fundo
do seu crânio .
 Vai até a cozinha,agora totalmente abandonada,com apenas 
uma mesa de pernas bambas , sem cadeiras e uma geladeira 
vazia.
Ela abre sobre a mesa uma bandeja de papel aluminio com 
comida quentíssima cujo aroma logo se espalha.
  Uma comida deliciosa que ela temperou com uma dose
caprichada de raticida Santa fé... ela deixa a bandeja .
  Passa pela sala,avisa os bastardos que a comida na 
mesa é para ela... mas que podem servir se de um pouco.
Vai para o banheiro,fuma um cigarro,faz xixi,após tantas 
lágrimas esconde o riso,rindo baixinho ... encolhida .
  Ela levanta se num salto ... esvazia um garrafão de 
desinfetante que encontra sob a pia... desce até a garagem 
do prédio... com a mangueira do chuveiro rouba gasolina de
uma motocicleta que arromba .
  Volta,recoloca o garrafão sob a pia e reserva ...
  Na sala novamente,e eles já refastelaram se com a boa 
comida deixando apenas uma bandeja vaziá e amassada
sobre a mesa. 
  Ela mesmo assim puxa conversa ... 
eles,cínicos,lamentam com ela a morte da gatinha...
 Ela pergunta sobre como vai ser a noite... se já chegaram 
as drogas... e mesmo as tendo ,escondidas,em praticamente 
cada fresta do apartamento esperam que ela ofereça...
 Ela saca as pedras... as kryptonitas... as pânicas ... e as 
apresenta.
Olhos arregalam se com a fartura... e a generosidade da 
oferta... mas não desconfiam e não se fazem de rogados...

III

As pedras de crack,que os nóias disputam agora,como uma 
chusma de demonios,vieram no tubo de raticída.
Parecem zumbis,de um filme de Romero,vagando pelo 
apartamento arrasado onde não resta nenhuma mobília. 
Um único colchonete de espuma imundo e sem coberta é 
segurado como um troféu por um encardido que esbraveja 
contra o vazio espumando pela boca.
   Ela olha naqueles olhos que reviram se em suas órbitas 
atrás de olheiras pretas a cada pipada (envenenados e mesmo assim não param de fumar ).
 Não aguenta mais esperar.
   Esvazia o garrafão que tinha sob a pia do banheiro... 
encharcando o que vê pela frente. 
   Ela acende a fogueira...
  Os vampiros de merda gritam sem entender enquanto ela 
sai,trancando tudo e levando a unica cópia da chave.
  Quando sai do prédio,já na rua,se delicia com o coro de 
populares que grita olhando para o alto : _Pula! Pula!
  .....Oh espetáculo de labaredas coloridas !


G.D.A.

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ouça : Panclasta !

no capítulo anterior ...

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